Sentir que nem tudo está perdido, mesmo que a certeza de que está, se faça presente a cada respiração. Sentir que ainda há esperança escondida numa rua escura e fétida num canto da minha mente, ou em alguma poça suja daquele coração que alego não ter. Preciso sentir algo além desse insuportável medo que me faz sentir o tempo simplesmente parar. Tudo ao meu redor congela. E eu não sei mais, nunca soube. Me perco em dor, pensamentos e confusão. Lágrimas avançam e eu não sei como reverter a situação em que me coloquei. Tentarei acreditar em minha própria mentira até que se faça verdade: vai passar.
domingo, 27 de novembro de 2011
time stands still
Minha cabeça dói, meu corpo também. O calor que me invade não é devido ao tempo quente, as mangas compridas ou o quarto abafado. Não sei de onde vem, nem porque. Só sinto. Como todos os outros sentimentos que ando tendo. Só sinto. Não quero mais as conversas de antes, os erros de antes. Quero sentir.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Drowning
O lugar era perfeito, de uma estranha forma. Desde que pus os pés lá. Há tantos invernos atrás.. Eu finalmente, eu estava voltando.
Certamente, eu logo visitaria a morte, então achei justo para todas as partes que fizeram tão mal, mas me fizeram tão viva, em julhos tristes e agostos cinzentos que eu não mais adiasse essa última visita.
Assim que cheguei, fui recebida da mesma forma, como todos os anos... clichê barato.
Os pensamentos antigos, tranquei.
As tristezas de sempre, matei.
E as saudades de um amor que nunca existiu... Bom, essas me acompanham sempre.
Mas, foi só ver você que tudo voltou, as lembranças utópicas, o sentimento de perda, mesmo tantos anos depois.
E então.. corri. E ai, pulei..
Corri de você, do medo e das lembranças. Somente parei quando senti a água gelada penetrando meu corpo e enchendo meus pulmões. E o ar faltou... e então veio a escuridão, somente a inefável escuridão.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Eu só preciso descobrir o que fazer agora e não é como se estivessem disponíveis para mim várias oportunidades de um novo começo. Mas fico - menos triste - de que eu posso personaliza-las conforme o que eu quero - se bem que usualmente o que eu quero, é definido como, moralmente proibido ou mesmo proibido por lei, ou até proibido porque eu sei que vai me causar dor, e mesmo assim quero - então, continuando, posso ir moldando cada uma pra ver aonde dá, errei com uma? conserta com a outra. Falando assim parece fácil não? da ultima vez só me trouxe mais problemas. Não vou fingir aqui que não tenho escolha, tenho uma sim: rápida, simples e que vai doer. E tenho outra até: a longo prazo, no começa vai doer, no meio vai doer, e no final vai me trazer realização. E qual é a dificuldade de escolher? vou te contar.
Cortar Laços
Algo que nunca me ensinaram, e eu, sozinha, não aprendi direito a fazer. Quando se inicia uma nova fase, é claro que coisas ficarão para trás, sempre ficam, a todo momento. E eu nunca sei o que fazer com essas coisas e pessoas, e lembranças que minha mente inventa.
Então esse será o próximo passo: aprender a deixar tudo pra trás.
domingo, 14 de agosto de 2011
it's gone!
Como explicar a sensação de querer simplesmente sumir, desaparecer? é muito simples na verdade: você não explica. Não porque não pode, ou não deve, é mais como um conselho; não é uma boa ideia, me escute rapaz, a maioria das pessoas não entende, e se por acaso achar alguma que entenda, não deixe essa pessoa escapar da tua vida, ouviu? ainda que alguns não entendam, não opinam. Mas outros a desacreditam, e isso vai te fazer sentir pior, eu sei. Então conte com você, uma boa garrafa de vodca e.. um outro opcional. Mas não com pessoas, nunca conte com pessoas. Vai lhe fazer melhor.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
- Photograph
Está (quase) tudo bem. Os dias passam rápido o suficiente para que eu não seja obrigada a pensar em certas pessoas. E (não) acontecimentos. Ocupar a mente com coisas: qualquer tipo delas pra que o pensamento não voe quilometros e vá parar onde não pode; onde não deve. E assim a gente vai levando, e levando. As coisas mais difíceis, ainda que soem ridículas quando faladas em voz alta, são: ter de me segurar pra não mandar uma mensagem offline, ou um SMS que talvez não tenha resposta. E não ouvir certas músicas que me lembram dele, de momentos, aqueles raros momentos.
Só que o destino que já gosta de me sacanear, então ele apronta uma só de leve, pra eu lembrar que ele tá ali, mandando em tudo: do nada, aquelas mesmas músicas que eu evito começam a tocar. No mercado, no rádio, no aleatório no Music Player, é perseguição isso. To sentindo.
Depois, esses pensamentos voltam pra mim, e ficam aqui, me assombrando e perseguindo. E eu tenho que dar um jeito de retomar tudo. Continuar vivendo a mesma mentira.
Só que o destino que já gosta de me sacanear, então ele apronta uma só de leve, pra eu lembrar que ele tá ali, mandando em tudo: do nada, aquelas mesmas músicas que eu evito começam a tocar. No mercado, no rádio, no aleatório no Music Player, é perseguição isso. To sentindo.
Depois, esses pensamentos voltam pra mim, e ficam aqui, me assombrando e perseguindo. E eu tenho que dar um jeito de retomar tudo. Continuar vivendo a mesma mentira.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.
(Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Letter I Never Sent
Eu já me decidi.
Tomar uma atitude e começar a escrever essa carta, não foi fácil, vou te dizer: durante dois anos eu procurei motivos pra voltar e pra não voltar e nessa brincadeira de eu-não-sei-se-decido-ir-ou-ficar, eu simplesmente deixei pra lá, não foi difícil. Adiar decisões é algo que eu faço muito bem. E de repente, alguém me arrancou desse falso esquecimento da situação e me disse assim:
Ele sente a sua falta também, só que depois de todo esse tempo, é mais fácil não mexer em coisas antigas. Você entende não é?
Eu entendi, porque era exatamente o que eu estava fazendo. E eu senti que eu tinha que fazer alguma coisa naquele mesmo minuto. E fiz.
Um pedido, duas ligações, e tudo certo: Uma viagem marcada pra sexta-feira próxima. Me senti aliviada, e então joguei a cabeça para trás, olhei por céu e ri. Lembrei de mil coisas, de todas as risadas, lágrimas, e promessas... tudo que a gente viveu. Eu provavelmente vivi mais naqueles 9 dias do que em um ano aqui. Mas, agora era real: eu estava voltando.
Os dias passaram rápidos, quando eu vi, já estava dentro daquele carro com vidros escuros e destino certo. Eu não conseguia acreditar. Eu estava a apenas algumas horas de te abraçar.
Comecei então a desafogar lembranças e mais lembranças. Conversas que eu tinha prometido nunca mais me lembrar e ali estava eu, remoendo todas. E aí, sem mais nem menos, cheguei.
Cheguei! andei até a mesma casa, conversei com as mesmas pessoas, comprei meu tic-tac na mesma padaria, voltei para a mesma casa, dormi na mesma cama que costumava dormir.
Acordei, levantei e olhei a janela, ainda estava escuro. Voltei para de baixo das cobertas. E comecei a pensar no quenão poderia acontecer hoje. Eu tenho que assumir para mim mesma que gosto de você, e talvez alguma coisa se faça real. Senti uma vontade imensa de chorar, por mim, por você por tudo que poderia ter sido e não foi. Mas não chorei.
Sábado a noite chegou, e eu poderia ter tomado um porre enquanto dançava com as meninas no palco, rido de piadas idiotas de madrugada, tirado fotos que se tornariam épicas. E não fiz nenhuma dessas coisas.
Fiquei sentada com você, com um sorriso no rosto, conversando baixinho, segurando as mãos, com a sua blusa xadrez cobrindo minhas costas nuas porque estava frio, tendo a certeza absoluta que aquela estava sendo uma noite que eu não esqueceria, nunca mais. E ai veio domingo, e uma despedida.
Chorei, chorei baixinho pra ninguém perceber, pra que talvez quando eu dormisse, simplesmente esquecesse de tudo aquilo.
Só sei que agora eu sinto uma saudade infinita do seu abraço e do seu sorriso. Uma falta incontável da sua presença. E sei que você não sente o mesmo. Isso me mata.
Precisei reunir muita coragem pra escrever essa carta, e escrevi aos poucos, durante cada ação que fiz e recebi nesse fim de semana, e agora sei que não vou enviá-la porque, de que adianta? nada vai mudar, nada pode mudar.
Tomar uma atitude e começar a escrever essa carta, não foi fácil, vou te dizer: durante dois anos eu procurei motivos pra voltar e pra não voltar e nessa brincadeira de eu-não-sei-se-decido-ir-ou-ficar, eu simplesmente deixei pra lá, não foi difícil. Adiar decisões é algo que eu faço muito bem. E de repente, alguém me arrancou desse falso esquecimento da situação e me disse assim:
Ele sente a sua falta também, só que depois de todo esse tempo, é mais fácil não mexer em coisas antigas. Você entende não é?
Eu entendi, porque era exatamente o que eu estava fazendo. E eu senti que eu tinha que fazer alguma coisa naquele mesmo minuto. E fiz.
Um pedido, duas ligações, e tudo certo: Uma viagem marcada pra sexta-feira próxima. Me senti aliviada, e então joguei a cabeça para trás, olhei por céu e ri. Lembrei de mil coisas, de todas as risadas, lágrimas, e promessas... tudo que a gente viveu. Eu provavelmente vivi mais naqueles 9 dias do que em um ano aqui. Mas, agora era real: eu estava voltando.
Os dias passaram rápidos, quando eu vi, já estava dentro daquele carro com vidros escuros e destino certo. Eu não conseguia acreditar. Eu estava a apenas algumas horas de te abraçar.
Comecei então a desafogar lembranças e mais lembranças. Conversas que eu tinha prometido nunca mais me lembrar e ali estava eu, remoendo todas. E aí, sem mais nem menos, cheguei.
Cheguei! andei até a mesma casa, conversei com as mesmas pessoas, comprei meu tic-tac na mesma padaria, voltei para a mesma casa, dormi na mesma cama que costumava dormir.
Acordei, levantei e olhei a janela, ainda estava escuro. Voltei para de baixo das cobertas. E comecei a pensar no que
Sábado a noite chegou, e eu poderia ter tomado um porre enquanto dançava com as meninas no palco, rido de piadas idiotas de madrugada, tirado fotos que se tornariam épicas. E não fiz nenhuma dessas coisas.
Fiquei sentada com você, com um sorriso no rosto, conversando baixinho, segurando as mãos, com a sua blusa xadrez cobrindo minhas costas nuas porque estava frio, tendo a certeza absoluta que aquela estava sendo uma noite que eu não esqueceria, nunca mais. E ai veio domingo, e uma despedida.
Chorei, chorei baixinho pra ninguém perceber, pra que talvez quando eu dormisse, simplesmente esquecesse de tudo aquilo.
Só sei que agora eu sinto uma saudade infinita do seu abraço e do seu sorriso. Uma falta incontável da sua presença. E sei que você não sente o mesmo. Isso me mata.
Precisei reunir muita coragem pra escrever essa carta, e escrevi aos poucos, durante cada ação que fiz e recebi nesse fim de semana, e agora sei que não vou enviá-la porque, de que adianta? nada vai mudar, nada pode mudar.
domingo, 12 de junho de 2011
Disritmia
Lá fora, tudo bem.
Aqui dentro, nem tanto.
Eu sou fria e pela metade. É, totalmente pela metade. Tem alguma coisa faltando e eu nunca sei dizer o que é.
Lá fora, tudo bem.
Aqui dentro está faltando.
Não é sempre que eu sinto, mas sinto e quando sinto, dói.
Lá fora, um sorriso lindo, longos cabelos penteados e olhos bem maquiados.
Aqui dentro, frio e caos, uma saudade imensa de alguma coisa ou alguém e uma tendência-louca-suicida de fugir.
Duas realidades diferentes, duas pessoas diferentes.
E ninguém percebe.
Assinar:
Postagens (Atom)







