Ninguém me disse. Alguém esqueceu de me contar sobre essa parte da história e eu não sei o que fazer agora.
E quando o amor não é mais o suficiente?
O celular marca 2:25, e eu não consigo dormir, rolando de um lado pro outro da cama observo as luzes da rua entrando pela janela, invadindo o quarto e mantendo-me mais alerta e acordada.. já não sei.. não faço sentido nem pra mim..
Eu não consigo parar de pensar nas tardes ensolaradas, o seu sorriso, o barulho das ondas, e aquela covinha que sorrateiramente se forma quando você sorri. Tive certeza que era amor.
O que aconteceu então?
Esse amor continua o mesmo, se não maior.. E mesmo assim, não consigo achar uma maneira de nos salvar de um fim estupido, dolorido e difícil.
Como é desistir do que mais se quis, do que mais se quer? Eu não consigo parar-de-pensar.
O pensamento continua inundado das tardes ensolaradas: de baixo de um edredom com a janela entreaberta ou sentindo a areia fazendo cócegas nos pés, a água do mar gelada, as mãos entrelaçadas, deitar no teu colo falando bobagem e imaginando o quanto ainda demoraria pra você ser meu.
Só me faz acreditar que ainda tem esperança menino, que a gente consegue de algum jeito, de qualquer jeito. E já vi esse filme antes..
Eu sinto meu coração taquicárdico falhar cada vez que eu penso que não vou correr pro teu abraço mais, ou não olhar nos teus olhos quase verdes e sentir que são pra aqueles olhos que eu quero olhar - mais ou menos - pro resto da vida.
Em nenhum momento eu duvidei do amor que eu sinto por você, menino.. Mas confesso, que mais de uma vez temi tanto amor não ser suficiente. Temi precisarmos de sentimentos que nos carecem.
Sinto o coração anunciar o que tenho evitado a meses.. A profunda essência de nós parece estar assim, tão perto de sumir. E dessa vez se tudo afundar, acho que irei junto. Não imagino mais um mundo sem as tardes ensolaradas que deitada no teu colo só pensava o quanto valeu toda espera, toda entrega, toda angustia.
Mas e agora?
Se pudesse pedir algo seria justamente que nossa história não se torne só mais um "poderia ter sido.." carregado de boas lembranças e justificativas. Um ano inteiro de tentativas e erros, acertos e alívio, não pode ser simplesmente esquecido diante das dificuldades que certamente apareceram na hora errada. E honestamente, olhar pra você, pensando se seria aquela a ultima vez, tentando me ajustar num desapego completamente inexistente dentro de mim, tem doído mais e mais, e então você me abraça e eu esqueço tudo, tudo e torço que aquele meio minuto se transforme em meia vida, pra que eu tenha a oportunidade singular de realmente conhecer e pertencer a uma pessoa que mexeu comigo de um modo que ser vivo nenhum jamais imaginaria conseguir. Por essas e outras, peço pela ultima vez menino:
Não deixe algo tão bonito ser levado com o vento.
Esse texto tem a contribuição de uma pessoa muito importante pra mim, que escreve maravilhosamente bem e sempre me inspira -de todas as formas- e eu não teria terminado sem ela. Então, muito obrigada Moni <3
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 4 de setembro de 2012
11 coisas!
Estou muito contente em responder ao meme que a linda da Ana me indicou, assim vocês me conhecem um pouquinho mais também! hahaha vamos lá!
1) Escrever 11 coisas aleatórias sobre você.
2) Responder as 11 perguntas que a pessoa mandou e criar outras 11 perguntas para as pessoas que você vai mandar.
3) Escolher 11 pessoas para que você repasse e colocar os links dos seus respectivos blogs.
4) Avisar no blog da pessoa que você mandou.
5) Não retornar para a pessoa que te mandou.
6) Postar estas regras.
1) Escrever 11 coisas aleatórias sobre você.
2) Responder as 11 perguntas que a pessoa mandou e criar outras 11 perguntas para as pessoas que você vai mandar.
3) Escolher 11 pessoas para que você repasse e colocar os links dos seus respectivos blogs.
4) Avisar no blog da pessoa que você mandou.
5) Não retornar para a pessoa que te mandou.
6) Postar estas regras.
Onze coisas sobre mim:
- Eu sou extremamente indecisa.
- Eu sou extremamente indecisa.
- Sonho quase todas as noites, e eu me lembro de todos os sonhos.
- Me deixar feliz é tão simples que chega a ser ridículo: sou apaixonada por surpresas.
- Sou uma devoradora de livros.
- Digo que odeio entrelinhas, mas na verdade, não sei o que seria de mim sem elas.
- Escrever é a unica forma que eu sei de me expressar de verdade, e as pessoas que valorizam isso em mim, me ganham pra sempre.
- Enfrentei um E.D e me sinto praticamente uma sobrevivente.
- Me deixar feliz é tão simples que chega a ser ridículo: sou apaixonada por surpresas.
- Sou uma devoradora de livros.
- Digo que odeio entrelinhas, mas na verdade, não sei o que seria de mim sem elas.
- Escrever é a unica forma que eu sei de me expressar de verdade, e as pessoas que valorizam isso em mim, me ganham pra sempre.
- Enfrentei um E.D e me sinto praticamente uma sobrevivente.
- Sou muito, muito, muito curiosa.
- Ontem foi meu aniversário
- Sempre coloco expectativas nas pessoas erradas.
- Sou viciada em séries.
As onze perguntas da Ana:
1) Qual é seu maior sonho?
Conhecer Paris.
2) Até onde você iria por seu sonho?
Eu não sei, mas acho que sempre dá pra ir mais longe do que a gente imagina.
3) Qual seu livro preferido?
Não consigo pensar em apenas um. Os melhores então: Lolita, Os 13 Porquês, Antes que eu vá, A Arte de Correr na Chuva, Criança 44, A Menina que Roubava Livros, Só as Mães são Felizes, Living Dead Girl.
4) O que mais gosta de cozinhar?
Macarrão á Carbonara *-*
5) Qual é seu estilo musical?
Depende do meu humor.
6) Que religião você segue?
Espiritismo
7) Faz coleção de algo?
Canecas (:
8) O que te inspirou a começar o blog?
Um amigo, na verdade.
9) Tem alguma razão para escrever?
É a melhor forma que eu conheço de me expressar, a unica que eu realmente consigo dizer o que eu quero, o que eu sinto e como eu enxergo a vida ao meu redor.
10) O que te faz querer gritar?
Não saber o que fazer (o que é praticamente, o tempo todo).
11) O que queria ser quando era criança?
Princesa hahaha
Sintam-se livres para fazer o meme e responder as mesmas perguntas que eu respondi :))
- Ontem foi meu aniversário
- Sempre coloco expectativas nas pessoas erradas.
- Sou viciada em séries.
As onze perguntas da Ana:
1) Qual é seu maior sonho?
Conhecer Paris.
2) Até onde você iria por seu sonho?
Eu não sei, mas acho que sempre dá pra ir mais longe do que a gente imagina.
3) Qual seu livro preferido?
Não consigo pensar em apenas um. Os melhores então: Lolita, Os 13 Porquês, Antes que eu vá, A Arte de Correr na Chuva, Criança 44, A Menina que Roubava Livros, Só as Mães são Felizes, Living Dead Girl.
4) O que mais gosta de cozinhar?
Macarrão á Carbonara *-*
5) Qual é seu estilo musical?
Depende do meu humor.
6) Que religião você segue?
Espiritismo
7) Faz coleção de algo?
Canecas (:
8) O que te inspirou a começar o blog?
Um amigo, na verdade.
9) Tem alguma razão para escrever?
É a melhor forma que eu conheço de me expressar, a unica que eu realmente consigo dizer o que eu quero, o que eu sinto e como eu enxergo a vida ao meu redor.
10) O que te faz querer gritar?
Não saber o que fazer (o que é praticamente, o tempo todo).
11) O que queria ser quando era criança?
Princesa hahaha
Sintam-se livres para fazer o meme e responder as mesmas perguntas que eu respondi :))
segunda-feira, 30 de julho de 2012
not like the movies
É o seguinte: não vou gastar mais do seu tempo - ou do meu, de qualquer forma - e vou fazer isso de forma rápida e transparente.. Olha, no fundo eu sou de mentira, exatamente como você. Mas me apaixonei, de verdade. Me apaixonei de verdade pela mentira que você é. Eu acho que fui intensa demais, quis demais, eu precisei demais. E você ao notar, me castigou com estúpido desapego. Mas não é sobre isso que eu estou escrevendo.. e sim pra te dizer que acabou. Por mais que meu corpo diga sim, da minha boca só sairá não. Porque ontem eu desisti de você, tudo que fomos, tudo que éramos, e tudo que - provavelmente não - viríamos a ser. Não me interessa querer alguém que não me queira também. Investir esperanças e não tê-las de volta cansa. É exaustivo e dói.
Eu tentei, mas os argumentos acabaram e eu não vou mais lutar pra te convencer que poderia dar certo. Porque eu entendi. Não pode dar certo. E pode falar, eu te avisei e tudo mais.. eu não me importo. Eu vou seguir em frente querendo olhar pra trás, esperando que você não me deixe ir, que você queira que eu fique. Mas isso não vai acontecer e nós dois sabemos.
Eu não estou em posição de te pedir nada ou algo assim, mas se qualquer dia desses a gente se encontrar sem querer na fila do banco, no cinema ou no meio da rua.. somente olhe pra mim e sorria, e então eu vou saber que você ainda lembra de tudo. Mas sei também que dado algum momento, conforme o tempo passar, você vai perceber que perdeu um amor por aposta, uma boa companhia por orgulho e intimidade por medo.. beijou bocas sem ouvir o que elas queriam lhe dizer, tocou seios sem pensar que havia um coração por trás deles.
Perdeu tempo. O meu e o seu.
Eu tentei, mas os argumentos acabaram e eu não vou mais lutar pra te convencer que poderia dar certo. Porque eu entendi. Não pode dar certo. E pode falar, eu te avisei e tudo mais.. eu não me importo. Eu vou seguir em frente querendo olhar pra trás, esperando que você não me deixe ir, que você queira que eu fique. Mas isso não vai acontecer e nós dois sabemos.
Eu não estou em posição de te pedir nada ou algo assim, mas se qualquer dia desses a gente se encontrar sem querer na fila do banco, no cinema ou no meio da rua.. somente olhe pra mim e sorria, e então eu vou saber que você ainda lembra de tudo. Mas sei também que dado algum momento, conforme o tempo passar, você vai perceber que perdeu um amor por aposta, uma boa companhia por orgulho e intimidade por medo.. beijou bocas sem ouvir o que elas queriam lhe dizer, tocou seios sem pensar que havia um coração por trás deles.
Perdeu tempo. O meu e o seu.
sábado, 23 de junho de 2012
let it be
Eu sei que não tá fácil pra você menino, mas pra mim também não tá. Vem cá.. me abraça e não solta. Tem tanta coisa que eu preciso te falar, mas as palavras ficam presas na garganta, me sufocam, me cortam, me dominam. Vem cá.. coloca esses teus olhos quase verdes em mim e presta atenção nas verdades que eu vou te falar. A vida não tá fácil pra ninguém, mas você faz a minha melhor. Por um segundo, você me dá esperança e eu talvez até enxergue a tal luz no fim do túnel. Só que eu tô cansada desse seu meio termo menino.. ou volta ou vai embora, e eu desaprendi a ler tuas entrelinhas.. tudo bem, deixa o mistério envolver, mas esclareça: pra-mim-só-pra-mim. Vem cá.. me fala qualquer coisa e me faz esquecer do resto do mundo. Eu sei que tá tudo complicado, que o fim tá perto, mas deve ter alguma coisa que a gente pode fazer.. sempre tem. Ninguém imaginou esse desfecho, ninguém pensou nas consequências de se apegar uma coisa que já começou com data pra acabar. Não quero ouvir as mesmas coisas de sempre. Por favor.. não deixe algo tão bonito ser levado com o vento.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
not yet.
A verdade a destrói, e a culpa o corrói.
O vizinho com certeza se pergunta qual dos dois fala mais alto, ou qual dos dois tem menos razão; Já nem importa mais.. Eu me pergunto se as coisas aqui ainda tem conserto. Ele diz que não. Mas, devo ressaltar, ele diz que EU não tenho conserto, mas eu digo que não se conserta o que não está quebrado. Eu não estou quebrada.. ainda. Nós estamos, num tanto de cacos onde já não há mais como colar. E a culpa? Ahh, a culpa não é de ningu.. mentira! A culpa é sua, a culpa é minha.. a culpa é dela, e dele. Cada um tem sua parcela, uns mais.. e isso nem importa. Mais. Isso nem importa mais.
Eu queria voltar e arrumar toda essa confusão, fechar os olhos e voltar para a época em que havia amor. Hoje, eu não sei mais o que há.
A verdade é que a tua culpa te corrói e me destrói.
O vizinho com certeza se pergunta qual dos dois fala mais alto, ou qual dos dois tem menos razão; Já nem importa mais.. Eu me pergunto se as coisas aqui ainda tem conserto. Ele diz que não. Mas, devo ressaltar, ele diz que EU não tenho conserto, mas eu digo que não se conserta o que não está quebrado. Eu não estou quebrada.. ainda. Nós estamos, num tanto de cacos onde já não há mais como colar. E a culpa? Ahh, a culpa não é de ningu.. mentira! A culpa é sua, a culpa é minha.. a culpa é dela, e dele. Cada um tem sua parcela, uns mais.. e isso nem importa. Mais. Isso nem importa mais.
Eu queria voltar e arrumar toda essa confusão, fechar os olhos e voltar para a época em que havia amor. Hoje, eu não sei mais o que há.
A verdade é que a tua culpa te corrói e me destrói.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Ilusões
E ali estava ele mais uma vez, saiu de casa atrasado, atravessou as ruas movimentadas de são paulo, enfrentou trânsito.. e ela estava parada no mesmo lugar, esperando. Um pouco diferente desde o ultimo encontro.. cabelos mais longos, um pouco mais magra talvez, mas de certa forma, nada tinha mudado..
Ela o cumprimentou silênciosamente, e entrou no carro.
Conversaram trivialidades, ela parecia distante.. quase chateada.
O percurso pareceu mais longo, talvez pelo estranho silêncio ou pelo trânsito. E por quase um segundo ele achou que essa seria de fato a ultima vez. Mas nunca é. E aí, ela quebrou o gelo e disse uma frase meio sem sentido, ou talvez com sentido demais. E ele percebeu que tudo ainda estava igual...
Enquanto procurava sua roupa que estava jogada em algum canto daquele quarto bagunçado, passou pela cabeça dela dizer que isso não aconteceria mais. E ela queria. Mas algo sempre a impedia.
Ela quis entender o que acontecia.. o porque de duas pessoas tão diferentes, se tornarem nada mais que um entre quatro paredes. Ali dentro, eles eram tudo: amigos, amantes, cúmplices. Fora dali.. bom, eles não mais se pertenciam, eram perfeitos desconhecidos.
Ele sabia o quanto aquilo era errado. E até mesmo incomum. Olhou para ela revirando o quarto procurando por sua blusa, já quase desistindo. Já tinha tentando sair desse ciclo vicioso uma centena de vezes e por algum motivo, não conseguiu.
Mas já não era hora de pensar nisso.. era hora de ir embora. Ela entrou no carro e ele já estava esperando seus movimentos, ele já havia decorado: fechar a porta, colocar a bolsa no colo, prender o cinto, e olhar pra ele, fixamente. E foi exatamente isso o que ela fez.
O percurso de volta também foi exatamente como sempre.. exceto por uma pergunta um tanto curiosa..
- você faz ideia do que acontece entre a gente?
e uma resposta mais curiosa ainda.
- não, e nem preciso saber.
E então ele a deixou no mesmo lugar em que a tinha pego algumas horas antes. Com a certeza de que a veria de novo, e de novo e de novo.
Ela o cumprimentou silênciosamente, e entrou no carro.
Conversaram trivialidades, ela parecia distante.. quase chateada.
O percurso pareceu mais longo, talvez pelo estranho silêncio ou pelo trânsito. E por quase um segundo ele achou que essa seria de fato a ultima vez. Mas nunca é. E aí, ela quebrou o gelo e disse uma frase meio sem sentido, ou talvez com sentido demais. E ele percebeu que tudo ainda estava igual...
Enquanto procurava sua roupa que estava jogada em algum canto daquele quarto bagunçado, passou pela cabeça dela dizer que isso não aconteceria mais. E ela queria. Mas algo sempre a impedia.
Ela quis entender o que acontecia.. o porque de duas pessoas tão diferentes, se tornarem nada mais que um entre quatro paredes. Ali dentro, eles eram tudo: amigos, amantes, cúmplices. Fora dali.. bom, eles não mais se pertenciam, eram perfeitos desconhecidos.
Ele sabia o quanto aquilo era errado. E até mesmo incomum. Olhou para ela revirando o quarto procurando por sua blusa, já quase desistindo. Já tinha tentando sair desse ciclo vicioso uma centena de vezes e por algum motivo, não conseguiu.
Mas já não era hora de pensar nisso.. era hora de ir embora. Ela entrou no carro e ele já estava esperando seus movimentos, ele já havia decorado: fechar a porta, colocar a bolsa no colo, prender o cinto, e olhar pra ele, fixamente. E foi exatamente isso o que ela fez.
O percurso de volta também foi exatamente como sempre.. exceto por uma pergunta um tanto curiosa..
- você faz ideia do que acontece entre a gente?
e uma resposta mais curiosa ainda.
- não, e nem preciso saber.
E então ele a deixou no mesmo lugar em que a tinha pego algumas horas antes. Com a certeza de que a veria de novo, e de novo e de novo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O que te encanta
Ela vai te machucar. Você vai se apaixonar e ela te fará sofrer. Só por diversão..
Não é o olhar perigoso que ela tem, nem os olhares perigosos que ela lança, e também não é o jeito despreocupado de lidar com tudo.. não é o perfume doce, nem a inteligência afiada, não é a voz delicada e decidida.
Não foi o sorriso brilhante, ou a maquiagem perfeita.. nem o fato dela parecer impecável, mesmo vestindo somente a sua camisa, que te encantou. Foi outra coisa..
Não é o olhar perigoso que ela tem, nem os olhares perigosos que ela lança, e também não é o jeito despreocupado de lidar com tudo.. não é o perfume doce, nem a inteligência afiada, não é a voz delicada e decidida.
Não são os lugares que ela frequenta, nem a careta que faz ao beber tequila, não são os beijos que ela te dá e nem os olhares que recebe de todos. Não é porque ela faz o que quer quando bem entende, e nem porque fala o que tá com vontade de dizer.
Não é o fato dela ter todo mundo na palma da mão, nem porque quando está com ela você sente que é capaz de qualquer coisa.. O que te leva de volta pra ela sempre.. é outra coisa.
Não foi o jeito que ela mexe no cabelo que te hipnotizou, nem as unhas pintadas cada dia de uma cor diferente.. não foi o jeito provocante de dançar ou o fato dela não ligar pra nada.
Simplesmente não.
O que te encanta, não é o fato dela ser sua. Muito pelo contrário, ela não é sua cara, ela não é de ninguém. Aquela menina não é, e nunca foi de ninguém. Absolutamente ninguém.
domingo, 27 de novembro de 2011
time stands still
Minha cabeça dói, meu corpo também. O calor que me invade não é devido ao tempo quente, as mangas compridas ou o quarto abafado. Não sei de onde vem, nem porque. Só sinto. Como todos os outros sentimentos que ando tendo. Só sinto. Não quero mais as conversas de antes, os erros de antes. Quero sentir.
Sentir que nem tudo está perdido, mesmo que a certeza de que está, se faça presente a cada respiração. Sentir que ainda há esperança escondida numa rua escura e fétida num canto da minha mente, ou em alguma poça suja daquele coração que alego não ter. Preciso sentir algo além desse insuportável medo que me faz sentir o tempo simplesmente parar. Tudo ao meu redor congela. E eu não sei mais, nunca soube. Me perco em dor, pensamentos e confusão. Lágrimas avançam e eu não sei como reverter a situação em que me coloquei. Tentarei acreditar em minha própria mentira até que se faça verdade: vai passar.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Drowning
O lugar era perfeito, de uma estranha forma. Desde que pus os pés lá. Há tantos invernos atrás.. Eu finalmente, eu estava voltando.
Certamente, eu logo visitaria a morte, então achei justo para todas as partes que fizeram tão mal, mas me fizeram tão viva, em julhos tristes e agostos cinzentos que eu não mais adiasse essa última visita.
Assim que cheguei, fui recebida da mesma forma, como todos os anos... clichê barato.
Os pensamentos antigos, tranquei.
As tristezas de sempre, matei.
E as saudades de um amor que nunca existiu... Bom, essas me acompanham sempre.
Mas, foi só ver você que tudo voltou, as lembranças utópicas, o sentimento de perda, mesmo tantos anos depois.
E então.. corri. E ai, pulei..
Corri de você, do medo e das lembranças. Somente parei quando senti a água gelada penetrando meu corpo e enchendo meus pulmões. E o ar faltou... e então veio a escuridão, somente a inefável escuridão.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Eu só preciso descobrir o que fazer agora e não é como se estivessem disponíveis para mim várias oportunidades de um novo começo. Mas fico - menos triste - de que eu posso personaliza-las conforme o que eu quero - se bem que usualmente o que eu quero, é definido como, moralmente proibido ou mesmo proibido por lei, ou até proibido porque eu sei que vai me causar dor, e mesmo assim quero - então, continuando, posso ir moldando cada uma pra ver aonde dá, errei com uma? conserta com a outra. Falando assim parece fácil não? da ultima vez só me trouxe mais problemas. Não vou fingir aqui que não tenho escolha, tenho uma sim: rápida, simples e que vai doer. E tenho outra até: a longo prazo, no começa vai doer, no meio vai doer, e no final vai me trazer realização. E qual é a dificuldade de escolher? vou te contar.
Cortar Laços
Algo que nunca me ensinaram, e eu, sozinha, não aprendi direito a fazer. Quando se inicia uma nova fase, é claro que coisas ficarão para trás, sempre ficam, a todo momento. E eu nunca sei o que fazer com essas coisas e pessoas, e lembranças que minha mente inventa.
Então esse será o próximo passo: aprender a deixar tudo pra trás.
domingo, 14 de agosto de 2011
it's gone!
Como explicar a sensação de querer simplesmente sumir, desaparecer? é muito simples na verdade: você não explica. Não porque não pode, ou não deve, é mais como um conselho; não é uma boa ideia, me escute rapaz, a maioria das pessoas não entende, e se por acaso achar alguma que entenda, não deixe essa pessoa escapar da tua vida, ouviu? ainda que alguns não entendam, não opinam. Mas outros a desacreditam, e isso vai te fazer sentir pior, eu sei. Então conte com você, uma boa garrafa de vodca e.. um outro opcional. Mas não com pessoas, nunca conte com pessoas. Vai lhe fazer melhor.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
- Photograph
Está (quase) tudo bem. Os dias passam rápido o suficiente para que eu não seja obrigada a pensar em certas pessoas. E (não) acontecimentos. Ocupar a mente com coisas: qualquer tipo delas pra que o pensamento não voe quilometros e vá parar onde não pode; onde não deve. E assim a gente vai levando, e levando. As coisas mais difíceis, ainda que soem ridículas quando faladas em voz alta, são: ter de me segurar pra não mandar uma mensagem offline, ou um SMS que talvez não tenha resposta. E não ouvir certas músicas que me lembram dele, de momentos, aqueles raros momentos.
Só que o destino que já gosta de me sacanear, então ele apronta uma só de leve, pra eu lembrar que ele tá ali, mandando em tudo: do nada, aquelas mesmas músicas que eu evito começam a tocar. No mercado, no rádio, no aleatório no Music Player, é perseguição isso. To sentindo.
Depois, esses pensamentos voltam pra mim, e ficam aqui, me assombrando e perseguindo. E eu tenho que dar um jeito de retomar tudo. Continuar vivendo a mesma mentira.
Só que o destino que já gosta de me sacanear, então ele apronta uma só de leve, pra eu lembrar que ele tá ali, mandando em tudo: do nada, aquelas mesmas músicas que eu evito começam a tocar. No mercado, no rádio, no aleatório no Music Player, é perseguição isso. To sentindo.
Depois, esses pensamentos voltam pra mim, e ficam aqui, me assombrando e perseguindo. E eu tenho que dar um jeito de retomar tudo. Continuar vivendo a mesma mentira.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.
(Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Letter I Never Sent
Eu já me decidi.
Tomar uma atitude e começar a escrever essa carta, não foi fácil, vou te dizer: durante dois anos eu procurei motivos pra voltar e pra não voltar e nessa brincadeira de eu-não-sei-se-decido-ir-ou-ficar, eu simplesmente deixei pra lá, não foi difícil. Adiar decisões é algo que eu faço muito bem. E de repente, alguém me arrancou desse falso esquecimento da situação e me disse assim:
Ele sente a sua falta também, só que depois de todo esse tempo, é mais fácil não mexer em coisas antigas. Você entende não é?
Eu entendi, porque era exatamente o que eu estava fazendo. E eu senti que eu tinha que fazer alguma coisa naquele mesmo minuto. E fiz.
Um pedido, duas ligações, e tudo certo: Uma viagem marcada pra sexta-feira próxima. Me senti aliviada, e então joguei a cabeça para trás, olhei por céu e ri. Lembrei de mil coisas, de todas as risadas, lágrimas, e promessas... tudo que a gente viveu. Eu provavelmente vivi mais naqueles 9 dias do que em um ano aqui. Mas, agora era real: eu estava voltando.
Os dias passaram rápidos, quando eu vi, já estava dentro daquele carro com vidros escuros e destino certo. Eu não conseguia acreditar. Eu estava a apenas algumas horas de te abraçar.
Comecei então a desafogar lembranças e mais lembranças. Conversas que eu tinha prometido nunca mais me lembrar e ali estava eu, remoendo todas. E aí, sem mais nem menos, cheguei.
Cheguei! andei até a mesma casa, conversei com as mesmas pessoas, comprei meu tic-tac na mesma padaria, voltei para a mesma casa, dormi na mesma cama que costumava dormir.
Acordei, levantei e olhei a janela, ainda estava escuro. Voltei para de baixo das cobertas. E comecei a pensar no quenão poderia acontecer hoje. Eu tenho que assumir para mim mesma que gosto de você, e talvez alguma coisa se faça real. Senti uma vontade imensa de chorar, por mim, por você por tudo que poderia ter sido e não foi. Mas não chorei.
Sábado a noite chegou, e eu poderia ter tomado um porre enquanto dançava com as meninas no palco, rido de piadas idiotas de madrugada, tirado fotos que se tornariam épicas. E não fiz nenhuma dessas coisas.
Fiquei sentada com você, com um sorriso no rosto, conversando baixinho, segurando as mãos, com a sua blusa xadrez cobrindo minhas costas nuas porque estava frio, tendo a certeza absoluta que aquela estava sendo uma noite que eu não esqueceria, nunca mais. E ai veio domingo, e uma despedida.
Chorei, chorei baixinho pra ninguém perceber, pra que talvez quando eu dormisse, simplesmente esquecesse de tudo aquilo.
Só sei que agora eu sinto uma saudade infinita do seu abraço e do seu sorriso. Uma falta incontável da sua presença. E sei que você não sente o mesmo. Isso me mata.
Precisei reunir muita coragem pra escrever essa carta, e escrevi aos poucos, durante cada ação que fiz e recebi nesse fim de semana, e agora sei que não vou enviá-la porque, de que adianta? nada vai mudar, nada pode mudar.
Tomar uma atitude e começar a escrever essa carta, não foi fácil, vou te dizer: durante dois anos eu procurei motivos pra voltar e pra não voltar e nessa brincadeira de eu-não-sei-se-decido-ir-ou-ficar, eu simplesmente deixei pra lá, não foi difícil. Adiar decisões é algo que eu faço muito bem. E de repente, alguém me arrancou desse falso esquecimento da situação e me disse assim:
Ele sente a sua falta também, só que depois de todo esse tempo, é mais fácil não mexer em coisas antigas. Você entende não é?
Eu entendi, porque era exatamente o que eu estava fazendo. E eu senti que eu tinha que fazer alguma coisa naquele mesmo minuto. E fiz.
Um pedido, duas ligações, e tudo certo: Uma viagem marcada pra sexta-feira próxima. Me senti aliviada, e então joguei a cabeça para trás, olhei por céu e ri. Lembrei de mil coisas, de todas as risadas, lágrimas, e promessas... tudo que a gente viveu. Eu provavelmente vivi mais naqueles 9 dias do que em um ano aqui. Mas, agora era real: eu estava voltando.
Os dias passaram rápidos, quando eu vi, já estava dentro daquele carro com vidros escuros e destino certo. Eu não conseguia acreditar. Eu estava a apenas algumas horas de te abraçar.
Comecei então a desafogar lembranças e mais lembranças. Conversas que eu tinha prometido nunca mais me lembrar e ali estava eu, remoendo todas. E aí, sem mais nem menos, cheguei.
Cheguei! andei até a mesma casa, conversei com as mesmas pessoas, comprei meu tic-tac na mesma padaria, voltei para a mesma casa, dormi na mesma cama que costumava dormir.
Acordei, levantei e olhei a janela, ainda estava escuro. Voltei para de baixo das cobertas. E comecei a pensar no que
Sábado a noite chegou, e eu poderia ter tomado um porre enquanto dançava com as meninas no palco, rido de piadas idiotas de madrugada, tirado fotos que se tornariam épicas. E não fiz nenhuma dessas coisas.
Fiquei sentada com você, com um sorriso no rosto, conversando baixinho, segurando as mãos, com a sua blusa xadrez cobrindo minhas costas nuas porque estava frio, tendo a certeza absoluta que aquela estava sendo uma noite que eu não esqueceria, nunca mais. E ai veio domingo, e uma despedida.
Chorei, chorei baixinho pra ninguém perceber, pra que talvez quando eu dormisse, simplesmente esquecesse de tudo aquilo.
Só sei que agora eu sinto uma saudade infinita do seu abraço e do seu sorriso. Uma falta incontável da sua presença. E sei que você não sente o mesmo. Isso me mata.
Precisei reunir muita coragem pra escrever essa carta, e escrevi aos poucos, durante cada ação que fiz e recebi nesse fim de semana, e agora sei que não vou enviá-la porque, de que adianta? nada vai mudar, nada pode mudar.
domingo, 12 de junho de 2011
Disritmia
Lá fora, tudo bem.
Aqui dentro, nem tanto.
Eu sou fria e pela metade. É, totalmente pela metade. Tem alguma coisa faltando e eu nunca sei dizer o que é.
Lá fora, tudo bem.
Aqui dentro está faltando.
Não é sempre que eu sinto, mas sinto e quando sinto, dói.
Lá fora, um sorriso lindo, longos cabelos penteados e olhos bem maquiados.
Aqui dentro, frio e caos, uma saudade imensa de alguma coisa ou alguém e uma tendência-louca-suicida de fugir.
Duas realidades diferentes, duas pessoas diferentes.
E ninguém percebe.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
What a mistake
Errar. Basta um descuido e você vê, tudo o que você tinha, cultivou e guardou por certo tempo, ir por água abaixo.
Mas esse não é mais um texto sobre como "errar é humano". É um texto sobre o depois. Escrito por uma pessoa que já passou por muitos erros, e seus depois. Por experiência própria, posso lhe dizer, caro leitor, que a pior parte é quando você toma consciência de que todo mundo já sabe, já viu, e está comentando seu erro. A conseqüência, tantas vezes, nem é tão devastadora quanto a imediata sensação de que tudo e todos lhe condenam. Nessa hora, você vê quem está de fato do seu lado. Não precisa de quase nada. Apenas um consolo-mudo. Um abraço. É extremamente necessário, segura mundos. A unica dica que eu tenho para vocês é: Isso passa, tudo passa. Clichê não é? Eu sei. Mas, nós, seres humanos errantes, somos clichês ambulantes. Sou só mais um deles.
terça-feira, 7 de junho de 2011
O Engenheiro das Mágoas.
CAPÍTULO I - KAUAN
Passava das 17 horas, o ponto de ônibus estava praticamente vazio - por mais incrível que isso pareça - e eu ainda teria que voltar para casa, e sair de novo, ir pra escola. É uma rotina complicada, os horários apertados, mas, eu gosto. Gosto mesmo. Naquele momento, estava pensando em tantas coisas, completamente aleatórias, mergulhado em um mundo separado daquele em que realmente me encontrava e então um cheiro bem conhecido por mim, arrancou-me dos devaneios. Olhei rapidamente para os lados. As mesmas pessoas de antes. Uma senhora estranha, baixinha e com semblante taciturno. Um rapaz novo, escondido atrás de grossas lentes de um óculos aparentemente antigo. E eu.
Então, de onde vinha aquele perfume tão inebriante? Não sabia. Apenas lembrei de que era o cheiro dela. Aquele perfume que ela usava quando a beijei pela última vez. Ela não imaginava que era a última vez, eu, pelo contrário, já sabia. Nunca quis magoá-la. E foi exatamente o que eu fiz. Sem intenção, claro. Na verdade, não posso exatamente explicar como tudo aconteceu, porque.. eu também não sei.
De longe, pude ver o ônibus vindo, e quando parou, vi que estava cheio. Fui o último a entrar, mapeei com olhos, e vi um lugar vazio, num dos últimos bancos. Coloquei os fones de ouvido, e andei em direção ao lugar. Chegando mais perto, senti aquele mesmo perfume de antes. Olhei atentamente para a garota, e fiquei surpreso quando notei, era ela. Sentei ao lado dela. Ela não tinha me visto ainda, estava absorta em algum livro que estava lendo. Chamei-a.
- Manuella?
Ela olhou para o lado distraída, e ao me reconhecer, riu. Eu ri também. Fechando o livro que estava em suas mãos, tirou os fones de ouvido e girou o corpo em minha direção.
- Kauan! Quanto tempo. - Disse ela surpresa.
- Sim, sim, tempo demais.
Nos minutos seguintes, a conversa simplesmente fluiu. Coisas rotineiras, conversas de velhos amigos que há muito não se encontravam. Porém, o silêncio logo se instalou. Eu sabia que ela desceria logo, então, falei a primeira coisa que veio na minha mente. Deveria ter ficado quieto.
- Manu, me desculpe.
Ela riu.
- Desculpar, pelo que?
- Por tudo aquilo, que eu fiz.. sabe, ano passado.
- Quer saber? Eu já desculpei você. - Ela sorriu, como se lembrasse de algo, e um segundo depois desfez o sorriso, com o mesmo encantamento de sempre - Desculpei você no dia em que você me disse: Hoje vou te fazer chorar. Depois de - literalmente - levar a sério o que você falou, percebi que você só fez isso porque tinha medo. Medo de ser feliz. Você afasta as pessoas que querem o seu bem.
Tive meio minuto antes de responder, meio minuto pra lembrar de tudo, e pensar em algo.
- Eu acho que você tem razão. Deixei tudo desaparecer. Joguei tudo pro alto, queria ver o que sobrava. Hoje, sei que só sobrou amor. Mas, lá, naquela época eu não sabia.
Ela olhou pra mim como se nunca tivesse me visto antes. A surpresa era tal, que ela ficou em silêncio por um, ou dois minutos antes de falar novamente.
- Eu desço aqui.
- Eu queria muito poder falar - vou com você - ou, - te ligo mais tarde pra resolver isso - mas não vou me atrever a falar nenhuma delas, porque já te causei muito dano.
Ela me fitava com aqueles grandes e dissimulados olhos pretos. Os olhos dela me diziam uma coisa, a boca outra. Totalmente divergentes.
- Sabe Kauan, não vou falar que não esperava essa atitude de você. Eu só achei que você já tivesse perdido esse medo, essa vergonha de se expor e falar o que quer. Mas me enganei. Não vai ser aqui, nem agora, nem comigo. Tudo bem. Até..
Ela desceu, eu fiquei pensando nas palavras dela. Me doeram, porque eram verdades que eu nunca quis admitir. Ela estava certa, eu precisava tomar uma atitude. E me ocorreu algo que eu poderia, mas não deveria fazer. As palavras dela ecoaram na minha mente novamente.. Olhei para trás, ela estava andando, ainda perto. Tive o impulso de saltar do ônibus e correr atrás dela. Mas eu não fui.
O Engenheiro das Mágoas apresenta, dois personagens, e uma história que surgiram de conversas no MSN, numa espécie de "parceria" minha com um amigo. Cada capítulo será descrito por um ponto de vista. As histórias e ambos os personagens são fictícios, e qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência.
Passava das 17 horas, o ponto de ônibus estava praticamente vazio - por mais incrível que isso pareça - e eu ainda teria que voltar para casa, e sair de novo, ir pra escola. É uma rotina complicada, os horários apertados, mas, eu gosto. Gosto mesmo. Naquele momento, estava pensando em tantas coisas, completamente aleatórias, mergulhado em um mundo separado daquele em que realmente me encontrava e então um cheiro bem conhecido por mim, arrancou-me dos devaneios. Olhei rapidamente para os lados. As mesmas pessoas de antes. Uma senhora estranha, baixinha e com semblante taciturno. Um rapaz novo, escondido atrás de grossas lentes de um óculos aparentemente antigo. E eu.
Então, de onde vinha aquele perfume tão inebriante? Não sabia. Apenas lembrei de que era o cheiro dela. Aquele perfume que ela usava quando a beijei pela última vez. Ela não imaginava que era a última vez, eu, pelo contrário, já sabia. Nunca quis magoá-la. E foi exatamente o que eu fiz. Sem intenção, claro. Na verdade, não posso exatamente explicar como tudo aconteceu, porque.. eu também não sei.
De longe, pude ver o ônibus vindo, e quando parou, vi que estava cheio. Fui o último a entrar, mapeei com olhos, e vi um lugar vazio, num dos últimos bancos. Coloquei os fones de ouvido, e andei em direção ao lugar. Chegando mais perto, senti aquele mesmo perfume de antes. Olhei atentamente para a garota, e fiquei surpreso quando notei, era ela. Sentei ao lado dela. Ela não tinha me visto ainda, estava absorta em algum livro que estava lendo. Chamei-a.
- Manuella?
Ela olhou para o lado distraída, e ao me reconhecer, riu. Eu ri também. Fechando o livro que estava em suas mãos, tirou os fones de ouvido e girou o corpo em minha direção.
- Kauan! Quanto tempo. - Disse ela surpresa.
- Sim, sim, tempo demais.
Nos minutos seguintes, a conversa simplesmente fluiu. Coisas rotineiras, conversas de velhos amigos que há muito não se encontravam. Porém, o silêncio logo se instalou. Eu sabia que ela desceria logo, então, falei a primeira coisa que veio na minha mente. Deveria ter ficado quieto.
- Manu, me desculpe.
Ela riu.
- Desculpar, pelo que?
- Por tudo aquilo, que eu fiz.. sabe, ano passado.
- Quer saber? Eu já desculpei você. - Ela sorriu, como se lembrasse de algo, e um segundo depois desfez o sorriso, com o mesmo encantamento de sempre - Desculpei você no dia em que você me disse: Hoje vou te fazer chorar. Depois de - literalmente - levar a sério o que você falou, percebi que você só fez isso porque tinha medo. Medo de ser feliz. Você afasta as pessoas que querem o seu bem.
Tive meio minuto antes de responder, meio minuto pra lembrar de tudo, e pensar em algo.
- Eu acho que você tem razão. Deixei tudo desaparecer. Joguei tudo pro alto, queria ver o que sobrava. Hoje, sei que só sobrou amor. Mas, lá, naquela época eu não sabia.
Ela olhou pra mim como se nunca tivesse me visto antes. A surpresa era tal, que ela ficou em silêncio por um, ou dois minutos antes de falar novamente.
- Eu desço aqui.
- Eu queria muito poder falar - vou com você - ou, - te ligo mais tarde pra resolver isso - mas não vou me atrever a falar nenhuma delas, porque já te causei muito dano.
Ela me fitava com aqueles grandes e dissimulados olhos pretos. Os olhos dela me diziam uma coisa, a boca outra. Totalmente divergentes.
- Sabe Kauan, não vou falar que não esperava essa atitude de você. Eu só achei que você já tivesse perdido esse medo, essa vergonha de se expor e falar o que quer. Mas me enganei. Não vai ser aqui, nem agora, nem comigo. Tudo bem. Até..
Ela desceu, eu fiquei pensando nas palavras dela. Me doeram, porque eram verdades que eu nunca quis admitir. Ela estava certa, eu precisava tomar uma atitude. E me ocorreu algo que eu poderia, mas não deveria fazer. As palavras dela ecoaram na minha mente novamente.. Olhei para trás, ela estava andando, ainda perto. Tive o impulso de saltar do ônibus e correr atrás dela. Mas eu não fui.
O Engenheiro das Mágoas apresenta, dois personagens, e uma história que surgiram de conversas no MSN, numa espécie de "parceria" minha com um amigo. Cada capítulo será descrito por um ponto de vista. As histórias e ambos os personagens são fictícios, e qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência.
terça-feira, 31 de maio de 2011
point of view
Cheguei perguntando sobre a amiga dela, Carol. Não a conhecia, e nem fazia a menor idéia se ela tinha alguma amiga chamada Carol. Porém, já passava da meia noite, e depois de duas tequilas, pareceu muito bom mesmo. Tinha um amigo comigo, e na verdade, ele que queria ficar com ela. Porque ela estava linda. Mesmo. Eu tentei ajudar ele, juro, mas não deu. A gente ficou. A música estava alta, e o perfume dela era doce. Uma amiga dela ficava chamando, e chamando sem parar. Ela não queria ir embora, eu sabia. Mas ela precisava. Anotei meu msn no celular dela. Continuei na festa por mais algumas horas, meu amigo não estava bravo comigo, mas também não ficou contente. Não contei meu verdadeiro nome. Porque? Ah, isso já é outra história.. O ano era 2008, nós conversamos mais algumas vezes, e confesso, achei ela meio doida depois. Sei-lá-né. Paramos de nos falar. E então veio 2009. Em agosto vi ela novamente. Ela estava indo viajar, apareceu na rua só pra me ver. Fazia um frio danado, e ela usava botas e meia calça, e um sobretudo. Eu a beijei. E então sumi por um tempo, nos vimos de novo em novembro. Eu chamei ela pra sentar e conversar comigo por algumas horas, ela foi. Eu não sabia que ela gostava de mim. Nunca fui muito bom em ler entrelinhas, e cara, que garota irônica. Ela cansou, nós brigamos, uma, duas, incontáveis vezes. E de repente, era 2010. Estava com a minha namorada no cinema, encontrei ela com uma amiga. Precisei ir falar com ela, não resisti. Achei que ela ficaria feliz que eu fosse, mesmo com minha namorada grudada em mim, falar com ela. Pelo contrário. Ela ficou brava, triste. Sei-lá-né. Paramos de nós falar, de novo. Até tentei falar com ela, mas ela brigou comigo. Não entendi porque pra falar a verdade, só sei que eu queria falar que estava gostando dela. Mas já que aqui eu posso ser sincero, vou dizer, gostava da minha namorada também. Ué o que tem de errado nisso? gostava das duas e ponto final. E ela vem ser ignorante comigo? Adivinha. Brigamos. Paramos de nos falar. Isso não me cansava, mas estava cansando ela. Quando eu menos esperava, já era 2011. Ficamos um ano sem se ver, 10 meses sem conversar. E a primeira conversa que tivemos esse ano foi, no mínimo, esclarecedora. Ela gostava de mim, rapaz, acredita? E eu gostava dela também. Não é um porre isso? Nenhum dos dois sabia. Fiquei chateado. Ela também. Ficou me dizendo que eu sumia, não respondia as mensagens dela, mais eu não tinha explicação pra isso. Chamei ela pra vir aqui em casa, tinha uns amigos nossos também. Ela veio. Num sábado que estava muito calor. Ela colocou uma saia florida azul e o cabelo dela estava muito comprido. Ela não estava mais loira. Gostei demais de poder conversar e passar o dia todo junto. Pedi pra ela ficar até de noite, e ela ficou. Discutimos uma vez. É impossível a gente não discutir. Tentei beijar ela, uma duas, três vezes. Conversamos muito depois desse dia, por telefone, mensagem, internet. Prometi não sumir. Ela também.
Sumi. Tive meus motivos. E ela se revoltou de vez, recebi uma mensagem enorme, e irada da parte dela. Fiquei puto. Mas queria muito falar pra ela: Tem tanta coisa que você não sabe sobre mim, e você precisaria saber de todas elas pra entender os meus sumiços, todas as vezes que fugi de ti, retornei por um tempo e voltei fugir. Você não iria me compreender, sinto muito, mesmo. Se um dia nos encontrarmos novamente, em paz, prometo que te conto tudo. Mas sei que tu não vai acreditar, porque já quebrei promessas antes.
E tudo isso não te importa mais.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
(still) always there.
Minha NiMo: Nem gosto de você tá? *Apareceu do nada e mexeu demais comigo* HASOIDHOSIH indecisão nos define bem, cumplicidade, e né? dedo podre (e no caso igual haha). Se junta tem risada, falamos em mais de uma língua porque somos muito top da night e todo mundo quer saber o que anda acontecendo, mas como lá são quase-todos sem cultura quase ninguém fala inglês fluente, a gente se dá bem, e pode falar merda a vontade. Gostamos de coisas estranhas, (pessoas também, principalmente aquelas que tem o dom de desaparecer), ler e escrever é essencial e primordial. Rimos de piadas toscas, (não) amamos (mais) filosofia e "se viramos" em química. Mil mensagens de texto por mês. Segredos e tardes comendo cenoura e limão com sal, e of course, milk shake quente. Te amo tá?
(TALVEZ um pouco meu) Branquelinho: Um histórico digno de um livro de drama/comédia/romance/suspense. Um dos únicos que sabe lidar comigo, e me manipular pra ter quase tudo o que quiser. Odeio você.Te amo. Sério, te odeio. Três longos anos num lenga-lenga sem fim, num chove não molha, e um não-sabemos-o-que-fazer-com-o-nosso-projeto-de-relação. Somos amigos? Aposto que você não sabe a resposta também. Sempre aparece em horas inconvenientes pra cacete demais. E somos feitos de encontros e desencontros. Gosto de você mais do que deveria, e você é um idiota. Por favor. *Seja sincero ao menos uma vez na vida, você se apaixonou pelos meu erros.*
O amor da minha vida: Sabe aquela pessoa que você sabe, tem plena convicção que vai achar só uma vez na vida? Então, é você. Te conheci de um jeito engraçado, *Aqui ó, a menina de quem eu te falei lá de Cesário Lange*. Acho que ele se arrepende até hoje por ter nos apresentado. Uma festa, um poucoum tanto absurdo de álcool. Conversas pra lá, conversas pra cá. Dois meses depois, um pedido, e a certeza que ficará comigo por muito muito muito muito tempo ainda. Esquenta meu pé gelado sempre, ri de mim sempre que pode. Só sei que não vivo sem. Meu moço do sorriso bonito. Sua carinha feliz é mais minha do que sua, assim como o angry birds do seu celular. Muito Meu. Aguentou muita coisa comigo, muita mesmo. Não é qualquer um que faria isso, e te agradeço incontáveis vezes. Uma ou duas brigas. Um milhão de beijos. Me deve uma calça jeans por causa de uma aposta. Esse eu não largo nunca mais. HAHAHAH. Lindo da minha vida!
(muito secretamente meu) Mário: Te conheci do jeito mais engraçado do mundo, cesário lange (again), sua linda! E fui descobrir seu nome um ano depois de te conhecer. Já fazem quatro anos e eu só te vi pessoalmente algumas vezes, o destino aprontou uma boa com a gente, olha, nessa ele caprichou. Não sei se eu choro ou se eu rio. A unica pessoa que eu conheço, além de mim, que é alérgico a mostarda e fanta. Somos viciados assumidos em tic-tac. Podemos dizer que passamos muitas coisas junto. Principalmente frio. Sim, essa ganha de todas as outras. Um sem-número de blusas suas emprestadas pra mim em noites de 15 graus, olhando, deitados na calçada o céu repleto de estrelas. Julho de 2009, uma blusa cheia de corações de papel no bolso. Prazer, Bianca, mais conhecida pelo vicio em tic-tac e a mania de fazer coração no papel de trident. Noites chorando na pracinha.Conversas em frente ao campo de futebol. Uma confusão de bias que só foi arrumada final de semana passado. Maio de 2011. b- acho que vou espirrar j- MIXIRICA! ri tanto que quase morri. Chorei quando te vi depois de dois anos, chorei quando tive que ir embora. Ciúmes. Gostos músicais quase iguais. Aprendi que nem sempre a pele ganha. Eu sei que vai dar tudo certo. ju, love you, and this won't change.
(TALVEZ um pouco meu) Branquelinho: Um histórico digno de um livro de drama/comédia/romance/suspense. Um dos únicos que sabe lidar comigo, e me manipular pra ter quase tudo o que quiser. Odeio você.
O amor da minha vida: Sabe aquela pessoa que você sabe, tem plena convicção que vai achar só uma vez na vida? Então, é você. Te conheci de um jeito engraçado, *Aqui ó, a menina de quem eu te falei lá de Cesário Lange*. Acho que ele se arrepende até hoje por ter nos apresentado. Uma festa, um pouco
(muito secretamente meu) Mário: Te conheci do jeito mais engraçado do mundo, cesário lange (again), sua linda! E fui descobrir seu nome um ano depois de te conhecer. Já fazem quatro anos e eu só te vi pessoalmente algumas vezes, o destino aprontou uma boa com a gente, olha, nessa ele caprichou. Não sei se eu choro ou se eu rio. A unica pessoa que eu conheço, além de mim, que é alérgico a mostarda e fanta. Somos viciados assumidos em tic-tac. Podemos dizer que passamos muitas coisas junto. Principalmente frio. Sim, essa ganha de todas as outras. Um sem-número de blusas suas emprestadas pra mim em noites de 15 graus, olhando, deitados na calçada o céu repleto de estrelas. Julho de 2009, uma blusa cheia de corações de papel no bolso. Prazer, Bianca, mais conhecida pelo vicio em tic-tac e a mania de fazer coração no papel de trident. Noites chorando na pracinha.Conversas em frente ao campo de futebol. Uma confusão de bias que só foi arrumada final de semana passado. Maio de 2011. b- acho que vou espirrar j- MIXIRICA! ri tanto que quase morri. Chorei quando te vi depois de dois anos, chorei quando tive que ir embora. Ciúmes. Gostos músicais quase iguais. Aprendi que nem sempre a pele ganha. Eu sei que vai dar tudo certo. ju, love you, and this won't change.
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