É o seguinte: não vou gastar mais do seu tempo - ou do meu, de qualquer forma - e vou fazer isso de forma rápida e transparente.. Olha, no fundo eu sou de mentira, exatamente como você. Mas me apaixonei, de verdade. Me apaixonei de verdade pela mentira que você é. Eu acho que fui intensa demais, quis demais, eu precisei demais. E você ao notar, me castigou com estúpido desapego. Mas não é sobre isso que eu estou escrevendo.. e sim pra te dizer que acabou. Por mais que meu corpo diga sim, da minha boca só sairá não. Porque ontem eu desisti de você, tudo que fomos, tudo que éramos, e tudo que - provavelmente não - viríamos a ser. Não me interessa querer alguém que não me queira também. Investir esperanças e não tê-las de volta cansa. É exaustivo e dói.
Eu tentei, mas os argumentos acabaram e eu não vou mais lutar pra te convencer que poderia dar certo. Porque eu entendi. Não pode dar certo. E pode falar, eu te avisei e tudo mais.. eu não me importo. Eu vou seguir em frente querendo olhar pra trás, esperando que você não me deixe ir, que você queira que eu fique. Mas isso não vai acontecer e nós dois sabemos.
Eu não estou em posição de te pedir nada ou algo assim, mas se qualquer dia desses a gente se encontrar sem querer na fila do banco, no cinema ou no meio da rua.. somente olhe pra mim e sorria, e então eu vou saber que você ainda lembra de tudo. Mas sei também que dado algum momento, conforme o tempo passar, você vai perceber que perdeu um amor por aposta, uma boa companhia por orgulho e intimidade por medo.. beijou bocas sem ouvir o que elas queriam lhe dizer, tocou seios sem pensar que havia um coração por trás deles.
Perdeu tempo. O meu e o seu.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
let it be
Eu sei que não tá fácil pra você menino, mas pra mim também não tá. Vem cá.. me abraça e não solta. Tem tanta coisa que eu preciso te falar, mas as palavras ficam presas na garganta, me sufocam, me cortam, me dominam. Vem cá.. coloca esses teus olhos quase verdes em mim e presta atenção nas verdades que eu vou te falar. A vida não tá fácil pra ninguém, mas você faz a minha melhor. Por um segundo, você me dá esperança e eu talvez até enxergue a tal luz no fim do túnel. Só que eu tô cansada desse seu meio termo menino.. ou volta ou vai embora, e eu desaprendi a ler tuas entrelinhas.. tudo bem, deixa o mistério envolver, mas esclareça: pra-mim-só-pra-mim. Vem cá.. me fala qualquer coisa e me faz esquecer do resto do mundo. Eu sei que tá tudo complicado, que o fim tá perto, mas deve ter alguma coisa que a gente pode fazer.. sempre tem. Ninguém imaginou esse desfecho, ninguém pensou nas consequências de se apegar uma coisa que já começou com data pra acabar. Não quero ouvir as mesmas coisas de sempre. Por favor.. não deixe algo tão bonito ser levado com o vento.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
not yet.
A verdade a destrói, e a culpa o corrói.
O vizinho com certeza se pergunta qual dos dois fala mais alto, ou qual dos dois tem menos razão; Já nem importa mais.. Eu me pergunto se as coisas aqui ainda tem conserto. Ele diz que não. Mas, devo ressaltar, ele diz que EU não tenho conserto, mas eu digo que não se conserta o que não está quebrado. Eu não estou quebrada.. ainda. Nós estamos, num tanto de cacos onde já não há mais como colar. E a culpa? Ahh, a culpa não é de ningu.. mentira! A culpa é sua, a culpa é minha.. a culpa é dela, e dele. Cada um tem sua parcela, uns mais.. e isso nem importa. Mais. Isso nem importa mais.
Eu queria voltar e arrumar toda essa confusão, fechar os olhos e voltar para a época em que havia amor. Hoje, eu não sei mais o que há.
A verdade é que a tua culpa te corrói e me destrói.
O vizinho com certeza se pergunta qual dos dois fala mais alto, ou qual dos dois tem menos razão; Já nem importa mais.. Eu me pergunto se as coisas aqui ainda tem conserto. Ele diz que não. Mas, devo ressaltar, ele diz que EU não tenho conserto, mas eu digo que não se conserta o que não está quebrado. Eu não estou quebrada.. ainda. Nós estamos, num tanto de cacos onde já não há mais como colar. E a culpa? Ahh, a culpa não é de ningu.. mentira! A culpa é sua, a culpa é minha.. a culpa é dela, e dele. Cada um tem sua parcela, uns mais.. e isso nem importa. Mais. Isso nem importa mais.
Eu queria voltar e arrumar toda essa confusão, fechar os olhos e voltar para a época em que havia amor. Hoje, eu não sei mais o que há.
A verdade é que a tua culpa te corrói e me destrói.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Ilusões
E ali estava ele mais uma vez, saiu de casa atrasado, atravessou as ruas movimentadas de são paulo, enfrentou trânsito.. e ela estava parada no mesmo lugar, esperando. Um pouco diferente desde o ultimo encontro.. cabelos mais longos, um pouco mais magra talvez, mas de certa forma, nada tinha mudado..
Ela o cumprimentou silênciosamente, e entrou no carro.
Conversaram trivialidades, ela parecia distante.. quase chateada.
O percurso pareceu mais longo, talvez pelo estranho silêncio ou pelo trânsito. E por quase um segundo ele achou que essa seria de fato a ultima vez. Mas nunca é. E aí, ela quebrou o gelo e disse uma frase meio sem sentido, ou talvez com sentido demais. E ele percebeu que tudo ainda estava igual...
Enquanto procurava sua roupa que estava jogada em algum canto daquele quarto bagunçado, passou pela cabeça dela dizer que isso não aconteceria mais. E ela queria. Mas algo sempre a impedia.
Ela quis entender o que acontecia.. o porque de duas pessoas tão diferentes, se tornarem nada mais que um entre quatro paredes. Ali dentro, eles eram tudo: amigos, amantes, cúmplices. Fora dali.. bom, eles não mais se pertenciam, eram perfeitos desconhecidos.
Ele sabia o quanto aquilo era errado. E até mesmo incomum. Olhou para ela revirando o quarto procurando por sua blusa, já quase desistindo. Já tinha tentando sair desse ciclo vicioso uma centena de vezes e por algum motivo, não conseguiu.
Mas já não era hora de pensar nisso.. era hora de ir embora. Ela entrou no carro e ele já estava esperando seus movimentos, ele já havia decorado: fechar a porta, colocar a bolsa no colo, prender o cinto, e olhar pra ele, fixamente. E foi exatamente isso o que ela fez.
O percurso de volta também foi exatamente como sempre.. exceto por uma pergunta um tanto curiosa..
- você faz ideia do que acontece entre a gente?
e uma resposta mais curiosa ainda.
- não, e nem preciso saber.
E então ele a deixou no mesmo lugar em que a tinha pego algumas horas antes. Com a certeza de que a veria de novo, e de novo e de novo.
Ela o cumprimentou silênciosamente, e entrou no carro.
Conversaram trivialidades, ela parecia distante.. quase chateada.
O percurso pareceu mais longo, talvez pelo estranho silêncio ou pelo trânsito. E por quase um segundo ele achou que essa seria de fato a ultima vez. Mas nunca é. E aí, ela quebrou o gelo e disse uma frase meio sem sentido, ou talvez com sentido demais. E ele percebeu que tudo ainda estava igual...
Enquanto procurava sua roupa que estava jogada em algum canto daquele quarto bagunçado, passou pela cabeça dela dizer que isso não aconteceria mais. E ela queria. Mas algo sempre a impedia.
Ela quis entender o que acontecia.. o porque de duas pessoas tão diferentes, se tornarem nada mais que um entre quatro paredes. Ali dentro, eles eram tudo: amigos, amantes, cúmplices. Fora dali.. bom, eles não mais se pertenciam, eram perfeitos desconhecidos.
Ele sabia o quanto aquilo era errado. E até mesmo incomum. Olhou para ela revirando o quarto procurando por sua blusa, já quase desistindo. Já tinha tentando sair desse ciclo vicioso uma centena de vezes e por algum motivo, não conseguiu.
Mas já não era hora de pensar nisso.. era hora de ir embora. Ela entrou no carro e ele já estava esperando seus movimentos, ele já havia decorado: fechar a porta, colocar a bolsa no colo, prender o cinto, e olhar pra ele, fixamente. E foi exatamente isso o que ela fez.
O percurso de volta também foi exatamente como sempre.. exceto por uma pergunta um tanto curiosa..
- você faz ideia do que acontece entre a gente?
e uma resposta mais curiosa ainda.
- não, e nem preciso saber.
E então ele a deixou no mesmo lugar em que a tinha pego algumas horas antes. Com a certeza de que a veria de novo, e de novo e de novo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O que te encanta
Ela vai te machucar. Você vai se apaixonar e ela te fará sofrer. Só por diversão..
Não é o olhar perigoso que ela tem, nem os olhares perigosos que ela lança, e também não é o jeito despreocupado de lidar com tudo.. não é o perfume doce, nem a inteligência afiada, não é a voz delicada e decidida.
Não foi o sorriso brilhante, ou a maquiagem perfeita.. nem o fato dela parecer impecável, mesmo vestindo somente a sua camisa, que te encantou. Foi outra coisa..
Não é o olhar perigoso que ela tem, nem os olhares perigosos que ela lança, e também não é o jeito despreocupado de lidar com tudo.. não é o perfume doce, nem a inteligência afiada, não é a voz delicada e decidida.
Não são os lugares que ela frequenta, nem a careta que faz ao beber tequila, não são os beijos que ela te dá e nem os olhares que recebe de todos. Não é porque ela faz o que quer quando bem entende, e nem porque fala o que tá com vontade de dizer.
Não é o fato dela ter todo mundo na palma da mão, nem porque quando está com ela você sente que é capaz de qualquer coisa.. O que te leva de volta pra ela sempre.. é outra coisa.
Não foi o jeito que ela mexe no cabelo que te hipnotizou, nem as unhas pintadas cada dia de uma cor diferente.. não foi o jeito provocante de dançar ou o fato dela não ligar pra nada.
Simplesmente não.
O que te encanta, não é o fato dela ser sua. Muito pelo contrário, ela não é sua cara, ela não é de ninguém. Aquela menina não é, e nunca foi de ninguém. Absolutamente ninguém.
domingo, 27 de novembro de 2011
time stands still
Minha cabeça dói, meu corpo também. O calor que me invade não é devido ao tempo quente, as mangas compridas ou o quarto abafado. Não sei de onde vem, nem porque. Só sinto. Como todos os outros sentimentos que ando tendo. Só sinto. Não quero mais as conversas de antes, os erros de antes. Quero sentir.
Sentir que nem tudo está perdido, mesmo que a certeza de que está, se faça presente a cada respiração. Sentir que ainda há esperança escondida numa rua escura e fétida num canto da minha mente, ou em alguma poça suja daquele coração que alego não ter. Preciso sentir algo além desse insuportável medo que me faz sentir o tempo simplesmente parar. Tudo ao meu redor congela. E eu não sei mais, nunca soube. Me perco em dor, pensamentos e confusão. Lágrimas avançam e eu não sei como reverter a situação em que me coloquei. Tentarei acreditar em minha própria mentira até que se faça verdade: vai passar.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Drowning
O lugar era perfeito, de uma estranha forma. Desde que pus os pés lá. Há tantos invernos atrás.. Eu finalmente, eu estava voltando.
Certamente, eu logo visitaria a morte, então achei justo para todas as partes que fizeram tão mal, mas me fizeram tão viva, em julhos tristes e agostos cinzentos que eu não mais adiasse essa última visita.
Assim que cheguei, fui recebida da mesma forma, como todos os anos... clichê barato.
Os pensamentos antigos, tranquei.
As tristezas de sempre, matei.
E as saudades de um amor que nunca existiu... Bom, essas me acompanham sempre.
Mas, foi só ver você que tudo voltou, as lembranças utópicas, o sentimento de perda, mesmo tantos anos depois.
E então.. corri. E ai, pulei..
Corri de você, do medo e das lembranças. Somente parei quando senti a água gelada penetrando meu corpo e enchendo meus pulmões. E o ar faltou... e então veio a escuridão, somente a inefável escuridão.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Eu só preciso descobrir o que fazer agora e não é como se estivessem disponíveis para mim várias oportunidades de um novo começo. Mas fico - menos triste - de que eu posso personaliza-las conforme o que eu quero - se bem que usualmente o que eu quero, é definido como, moralmente proibido ou mesmo proibido por lei, ou até proibido porque eu sei que vai me causar dor, e mesmo assim quero - então, continuando, posso ir moldando cada uma pra ver aonde dá, errei com uma? conserta com a outra. Falando assim parece fácil não? da ultima vez só me trouxe mais problemas. Não vou fingir aqui que não tenho escolha, tenho uma sim: rápida, simples e que vai doer. E tenho outra até: a longo prazo, no começa vai doer, no meio vai doer, e no final vai me trazer realização. E qual é a dificuldade de escolher? vou te contar.
Cortar Laços
Algo que nunca me ensinaram, e eu, sozinha, não aprendi direito a fazer. Quando se inicia uma nova fase, é claro que coisas ficarão para trás, sempre ficam, a todo momento. E eu nunca sei o que fazer com essas coisas e pessoas, e lembranças que minha mente inventa.
Então esse será o próximo passo: aprender a deixar tudo pra trás.
domingo, 14 de agosto de 2011
it's gone!
Como explicar a sensação de querer simplesmente sumir, desaparecer? é muito simples na verdade: você não explica. Não porque não pode, ou não deve, é mais como um conselho; não é uma boa ideia, me escute rapaz, a maioria das pessoas não entende, e se por acaso achar alguma que entenda, não deixe essa pessoa escapar da tua vida, ouviu? ainda que alguns não entendam, não opinam. Mas outros a desacreditam, e isso vai te fazer sentir pior, eu sei. Então conte com você, uma boa garrafa de vodca e.. um outro opcional. Mas não com pessoas, nunca conte com pessoas. Vai lhe fazer melhor.
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